Morder a pele do lábio é um hábito rotineiro para muita gente. Essa prática já foi vista até em filmes, com a personagem de Margaret Qualley, estrela de "A Substância", em "Era Uma Vez em... Hollywood" (2019), dirigido por Quentin Tarantino. Provavelmente, também já viu por aí alguém que faz isso durante o dia.
De repente, você mesmo é uma dessas pessoas. Até em filmes da saga "Crepúsculo", um dos mais famosos do mundo, a personagem de Bella Swan (Kristen Stewart), famosa pelo romance com Edward (Robert Pattinson) na trama, também costumava fazer isso em cena.
Geralmente, podemos morder a pele dos lábios quando estamos tentando flertar ou seduzir alguém, ou até mesmo quando bate aquele nervosismo, e estamos estressados ou ansiosos. E aí que entra a psicologia, tentando explicar o motivo pelo qual isso acontece. Para ela, isso não ocorre de maneira isolada.
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A prática de morder o lábio, segundo alguns especialistas, tem relação direta com o emocional.
Segundo a psicologia comportamental (também conhecida como TCC), alguns costumes que estão em nosso dia a dia, como as cores das roupas que usamos e algumas manias, dizem muito sobre as emoções, nossos pensamentos, ou como estamos nos sentindo naquele momento.
Olha que curioso: em um vídeo publicado por fãs de "Crepúsculo" nas mídias sociais, Bella chegou a morder a pele dos lábios por mais de 60 vezes. Eita! Segundo especialistas, esse hábito pode ser proveniente de uma resposta inconsciente aos níveis de ansiedade e estresse. É algo passageiro, como roer as unhas: alivia a tensão.
Dentre as principais causas de mordê-los, além da ansiedade, situação enfrentada recentemente por Virginia Fonseca, é possível elencar algumas outras, como:
- Nervosismo diante de situações alarmantes ou desconhecidas;
- Tédio;
- Níveis consideráveis de estresse;
- Sobrecarga mental.
Além disso, essa prática também pode revelar o desejo daquele determinado indivíduo de deter o controle de alguma situação. Os estudos revelam que, na maioria dos casos, quem morde a pele dos lábios nem se dá conta. O problema maior acontece quando isso chega a machucá-los.
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Para a psicologia, esse costume tende a ser feito por pessoas com alta necessidade de controle, que possuem dificuldade em relaxar (aquele famoso desconectar da mente), além de serem sensíveis e exigentes, guardando muita coisa na mente.
Não necessariamente isso pode ser encarado como algo negativo, já que muita gente faz isso para aliviar a tensão. Mas, quando isso pode ser considerado um transtorno?
Bem, aí realmente as coisas mudam, e isso se caracteriza quando a situação já está intensa, causando resultados visíveis. Desta forma, acaba sendo classificado como uma espécie de comportamento repetitivo com foco no corpo (CRFC), como roer as unhas direto, ou ficar mexendo compulsivamente no cabelo.
Desta forma, vale ficar atento aos sinais, para não deixar que esse ato físico se torne algo prejudicial a longo prazo.
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